Como limpar a swap do Linux de maneira simples

Ao utilizar o comando free, no Linux, podemos verificar a utilização da memória física e da partição swap. Em condições normais, o comando free -m deve retornar isto:

root@web:~# free -m
             total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:          1005        929         76          0         88        526
-/+ buffers/cache:        313        691
Swap:          511          0        511

Na saída do comando acima, podemos notar que o sistema operacional está utilizando 313 MB de RAM (mais 616 MB para o cache, o que é normal) e nada de swap. Após alguns dias ou semanas sem reiniciar, uma máquina Linux pode utilizar parte da swap disponível para armazenar arquivos temporários ou pouco utilizados pelo sistema. Isso não deve causar tantos problemas de desempenho, mas, se você quiser limpar a swap, o procedimento é simples:

  1. Desmonte a partição swap, com swapoff /dev/particao. O caminho /dev/particao depende da configuração do seu sistema operacional. O comando fdisk -l pode ajudar na tarefa de encontrar sua partição.
  2. Monte a partição novamente, com swapon /dev/particao, novamente prestando atenção no hard link da partição.

Pronto! Simples, não? :) Se você quer limpar a memória cache também, uma boa dica é utilizar o comando echo 3 > /proc/sys/vm/drop_caches. Essa operação deve ajudar se a sua máquina rodar aplicativos que alocam o cache do sistema e, estranhamente, não desalocam após o encerramento do processo. Veja a diferença:

root@web:~# free -m
             total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:          1005        932         72          0         88        541
-/+ buffers/cache:        302        703
Swap:          511          0        511
root@web:~# echo 3 > /proc/sys/vm/drop_caches
root@web:~# free -m
             total       used       free     shared    buffers     cached
Mem:          1005        335        669          0          1         32
-/+ buffers/cache:        301        703
Swap:          511          0        511

Otimizando seu servidor MySQL com o MySQLTuner

MySQL O MySQLTuner é um pequeno programa em Perl que analisa as estatísticas de um servidor MySQL e fornece sugestões otimizadas de configuração, dependendo da capacidade de processamento da máquina e da carga gerada pelo MySQL. Utilizá-lo é bem fácil: você só precisa ter o Perl instalado no servidor (ele deve estar nos repositórios da distribuição) e rodar o script, que pode ser baixado com wget mysqltuner.pl (sim, o projeto tem um domínio .pl para hospedar um arquivo Perl!) ou diretamente por aqui. Continue reading

Configurando Postfix para redirecionar e-mails para contas externas

Postfix O Postfix é um famoso agente opensource de envio e entrega de e-mails, construído para ser rápido, fácil de administrar e seguro. Está disponível em diversas distribuições GNU/Linux, mas também roda em BSD, Mac OS X, Solaris e outros sistemas operacionais Unix-like.

Uma das aplicações mais utilizadas do Postfix, especialmente nas hospedagens compartilhadas mais comuns, é colocá-lo para trabalhar em conjunto com um servidor como o Dovecot ou o Courier, que fornecerá acesso POP3 e IMAP para os usuários da máquina. Continue reading

Usando nginx como proxy reverso e diminuindo o consumo do servidor

Há algum tempo, escrevi um post sobre como aumentar a velocidade de um site. Se você está sofrendo com lentidões, vale a pena seguir as dicas do artigo como um paliativo para resolver o problema. Se nada daquilo resolveu, você tem só uma opção: mudar de provedor de hospedagem. Dependendo do tráfego que suas páginas geram, uma boa opção é migrar para um VPS ou, em casos mais extremos, um servidor dedicado.

nginx

Agora, se o seu site já está num servidor dedicado ou um VPS, existe uma dica melhor: usar um servidor de proxy reverso. Muitos webmasters com sites de alto tráfego se beneficiam dessa técnica. Existem vários servidores do tipo, mas, neste post, vou utilizar o nginx (pronuncia-se engine-x). O artigo que você está lendo foi posto em prática no servidor do Guia do PC, que estava bem lento, especialmente no horário de pico. O consumo de memória do servidor beirava os 900 MB, mesmo com uma configuração otimizada do Apache. Isso para um site com cerca de 12 mil visitas diárias (que, convenhamos, não é tanto assim). Continue reading

12 motivos para manter o Twenty Ten no seu blog WordPress

O WordPress 3.0 ‘Thelonious’ veio com diversas novidades. Mas, certamente, a que chamou mais atenção foi o novo tema padrão, Twenty Ten. É comum, ao criarmos um blog, ficarmos procurando por bons temas, extremamente difíceis de encontrar (se você for chato como eu) – parece até que 98% dos temas do diretório do WordPress são feios ou mal feitos. Nesse caso, uma boa opção é manter o Twenty Ten. Tenho uma dúzia de motivos para isso (literalmente).

1. É o padrão. Isso significa que o tema certamente será um dos primeiros a receber futuros recursos do WordPress. Não tem nada mais chato do que ver as novidades de uma nova versão do WordPress e perceber que seu tema é incompatível, né?
2. É leve. Ao abrir a pasta de imagens do Twenty Ten, você vai perceber que o tema só possui o ícone do WordPress (que será usado no rodapé) e uma coleção de imagens de cabeçalho, que podem ser removidas.

Cadê as outras imagens? É, não tem...

Cadê as outras imagens? É, não tem...

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