Todo mundo sabe que a tecnologia avança rapidamente. Os computadores pessoais, por exemplo, ficam obsoletos em pouquíssimo tempo – e não poderia ser diferente com o meu primeiro computador, com quem vivo até hoje, apenas com um upgrade básico de memória e uma troca de um combo LG para um gravador de DVD Sony.
Máquina boa na compra, péssima alguns anos depois
Na época em que foi comprado, em julho de 2004, era uma máquina acima da média, mesmo sendo “de marca”. Cinco anos depois, está ligeiramente abaixo dos computadores vendidos em supermercado. A configuração? Um processador Intel Pentium 4, de 2.8 GHz, com núcleo Northwood, o primeiro com a famosa tecnologia HyperThreading, que fazia milagres, suportando múltiplos programas em execução ao mesmo tempo. Lembro que, na época, o processador – e só o processador – custou mais de R$ 800. Quanto à memória, um pente de 256 MB DDR400 – na época, ainda existiam muitas máquinas com memórias DDR333 ou até mesmo DDR266.
Combo, placa de vídeo offboard, monitor de tubo de tela plana…
O “resto” da coisa: HD IDE Maxtor de 40 GB, operando em incríveis 7200 RPM (quando os HDs SATA ainda eram novidade lá fora); placa mãe ASUS P4S800 sem vídeo onboard (no meio de um mercado cheio de placas PC Chips); gravador de CD com leitor de DVD (chamado de combo); um monitor LG incrível de tela plana 17″ que suportava a resolução 1280×1024 em 60 Hz (considerando que, em 2004, a resolução 800×600 ainda predominava, e os monitores de tubo de 19″ custavam mais de R$ 1000); uma placa de vídeo GeForce MX4000 com memória DDR 128 MB de 128 bits (que não era grande coisa, mas rodava a maioria dos jogos em boa qualidade). Para completar, uma licença original do Windows XP Home Edition e uma impressora jato de tinta. Enfim, um computador completo. Saiu por exorbitantes R$ 4000. Hoje, se eu conseguisse me desfazer dele por mais de R$ 400, seria uma vitória.
O maior problema de uma máquina cara é que ela se desvalorizará rapidamente. Com um desempenho um POUCO menor e um preço MUITO menor, eu poderia fazer a mesma coisa. E perderia menos dinheiro, já que hoje poderia vender um computador de R$ 2500 por quase o mesmo preço de um computador de R$ 4000. A diferença de preços da época, de R$ 1500, poderia cair hoje para uns R$ 50.
Upgrades em computadores velhos
Outro problema, claro, são os upgrades. Hoje, um pente de memória DDR custa muito mais do que um pente DDR2 de mesma capacidade. Enquanto que um pente DDR400 de 1 GB custa R$ 100, um pente DDR2 667 de 1 GB custa R$ 60 ou R$ 70. Minha máquina não precisa de tantos upgrades para rodar programas mais pesados, exceto pela RAM, de 512 MB. Eu poderia muito bem desembolsar uns R$ 200 e fazer um upgrade para 2 GB, exceto se não fosse por essa mensagem legalzinha que encontrei essa semana no manual da placa mãe:

Note: PC2100/1600 support up to 3 DIMMs; PC3200/2700 support up to 2 DIMMs; 1 GB PC3200/2700 with 32 DDR chips support to 1 DIMM only.
Traduzindo para o bom português, a placa mãe só aceita 1 pente DDR400 ou DDR333 de 1 GB, o que não daria muito resultado para mim, que rodo Eclipse, Visual Studio, Photoshop, Fireworks e, vez ou outra, o Sony Vegas. Também não faria muito sentido fazer upgrade de 512 MB para 1 GB.
A questão do processador também é complicada. Como a placa mãe só aceita processadores com soquete 478, os upgrades possíveis seriam: os Pentium 4 Northwood de frequência maior ou os caríssimos Pentium 4 Extreme Edition, ambos até 3.4 GHz. Frequência, nesse caso, não faz tanta diferença. Aqui, é mais barato fazer um overclock, estável, para 3.15 GHz.
O disco rígido também poderia ser trocado, mas somente para um IDE. HDs externos estão muito baratos ultimamente – e é por isso que comprei um. Meu Western Digital MyBook, de 500 GB, saiu por pouco menos de R$ 300, na Santa Ifigênia, centro de São Paulo.
A placa de vídeo poderia ser trocada também. Mas, hoje, simplesmente não compensa comprar uma placa de vídeo AGP, tanto pela performance quanto pelo custo. É melhor investir num computador novo, com slot PCI Express. Sem contar que a fonte de alimentação, que não é lá essas coisas, poderia soltar algumas fumacinhas ao ligar o computador com uma placa de vídeo mais potente.
Invista em uma máquina com bom desempenho, mas sem exagerar
O fato é que não compensa comprar uma máquina com tudo “do bom e do melhor” esperando que ela vá durar muito tempo. O mundo gira. A fila anda. A tecnologia avança. Hoje, exceto em raríssimos casos, como pessoas que trabalham com a máquina e softwares profissionais avançados, é melhor comprar uma máquina boa, mas não cara, com uma boa base para upgrades. Isso geralmente joga de lado os computadores montados e os vendidos no Mercado Livre, que suportam, na pior da hipóteses, apenas até 4 GB de memória DDR2, o que já é comum hoje em dia, sem contar os top de linha com processador Intel Core i7 (para mim, um fracasso total da Intel), de soquete LGA1366, que provavelmente será abandonado cedo – afinal, a diferença de performance deles para os Intel Core i5 (que usam o novo soquete LGA1156), ou até mesmo os Intel Core 2 Quad (que usam o famoso LGA775, talvez um dos soquetes da Intel que mais durou, enquanto a AMD trocava de soquete como trocava de roupa) não é tão grande, não compensando o custo. Pelo menos por enquanto. E esse post ficará arquivado aqui, para que daqui cinco anos, eu o leia novamente, de preferência com uma máquina nova.




Bem escrito o artigo … quando se começa a lê-lo não dá para parar. Alegre e com bons argumentos. Nos anos 80 adquiri um MSX da antiga Sharp, com incríveis 64Kb de memória, comprado na extinta loja Mesbla! Ainda havia dinossauros na face da terra … Mais tarde comprei meu primeiro “micro” (anos 80). Quem tinha, garanto que era contrabandeado. Foi um 486DX (na realidade um 386 disfarçado, envenenado). E olha que gastei uma grana acessando a internet via modem/tel … velocidade: 28Kbps ! Tudo era novidade. Pena que não tive o bom senso de guardar o monstrenguinho. Seria uma raridade, hoje em dia.
Apesar de vovô, gosto muito de games … principalmente Battlefield 2. Ainda não pude comprar o 3.
Esqueci de dizer que o meu pecêzinho já é outro, mais atualizado, claro.
Muito bom este post me ajudou muito, ja que eu tenho uma maquina com mais de 5 anos e quero fazer upgrade!!
o rapaz que disse que pagou 8 mil no pc dele, e acha que não jogou dinheiro, só pode ser retardado… não é possivel.. rsrs
Parabéns pelo blog, eu concordo com sua opinião e gostei da dica. o pessoal da santa efigenia merece mais atenção. visitem lah o agregador de preços da santa efigenia. bombit.com.br
Tenho um computador também de 2004 que sobreviveu até hoje, mas mesmo na época dele não era considerado “de marca”. Só que não durou muito até ele pifar de tanto vírus que foi empanturrando goela abaixo de tantas séries, filmes e vídeos que eu baixava. Os jogos então, imagina.
Agora, tenho um note também há um tempo passado de linha.
Viiuu, tenho uma dúvida sobre o mal funcionamento do meu note, posso perguntar para você? Você parece ser bem mais inteligente do que o técnico que a minha mãe tem confiança…
Para ele, é tudo virus. ¬¬’
Olha Igor vc pegou pesado em falar q prefere usar o seu pentium 2 ao inves de um core i5 né
Se tem problema né
Compara um pertium 2 com um corei5 nao tem como
Não sei como sobrevivem usando máquinas pré-históricas!_Nada contra, mas é ficar parado no tempo, sou contra o consumismo, mas a favor da evolução tecnológica._Usar um pentium 4 no dias de hoje, é praticamente suicidio mental, pois os constantes travamentos e lerdesa do sistema é enorme.__Bom, acho que o ideal é comprar aquilo que cabe no seu bolso. Meu pc custou mais de 8 mil reais e nem por isso acho dinheiro jogado fora…eu abro arquivos e programas em uma velocidade que muita gente sonha um dia abrir, enquanto estes perdem tempo de suas vidas aguardando o ponteiro do mouse parar de girar, eu já estou fazendo outra atividade.__=D
Falar que Pentium 2 é melhor que um Core i5? Por favor, volte para a escola, faça um curso de informática pelo amor de deus. Se tu não soube instalar algum software ou programa e fazer o computador funcionar, não desconte nele, afinal, a culpa é sua. Tem gente que não deveria ter acesso a internet e computadores.
Maldita inclusão digital!
ahauhauhaha
Muito bom esse artigo, o fato da evolução do hardware cada vez ser mais rapida, as pessoas de uma certa forma estão consumindo mais, e isso praticamente se torna uma roda viva que só tem privilégios para a industria da informatica. De uma certa forma a sociedade quer ter sempre a novidade e os ultimos produtos lançados, deixando de lado talvez uma certa atualização em seu produto antigo. Eu comprei meu computador a alguns meses nesse site http://www.taqi.com.br/ e estou satisfeito até hoje. Acredito que seja uma questão de costume e necessidade também. Não tenho necessidade de estar sempre e sempre atualizando já que eu uso o meu computador apenas para trabalho. Abraço!